
Poucas atualizações nos ultimos dias devido a outras atividades, mas o blog segue em frente, e, muito em breve, teremos uma boa notícia.
Falta só um dia para o fim da fase de grupos e, diferentemente de 2006, onde praticamente todos os favoritos cumpriram seu papel nessa etapa (só a França não foi primeira colocada, mas, mesmo assim, classificou-se), tivemos surpresas. A principal: Itália, da qual eu não esperava muito antes da estréia, mas que conseguiu ser pior do que imaginei. Nivel técnico baixíssimo. Acompanhei o primeiro tempo do jogo contra a Eslováquia e não pude ver o segundo. Pelo que vim a saber, o final foi eletrizante, com um possível gol não validado (bola tirada na linha) e um possível gol mal anulado (não se sabe o jogador estava impedido ou não). Com ou sem erros, a desclassificação foi mais que merecida. Era um grupo fácil. A Classificação da Eslováquia quase que dá as quartas de final de graça à Holanda. Claro que zebras sempre podem acontecer, mas seria menos impossível se a Itália fosse essa zebra, mesmo que hoje ela não seja sombra da seleção campeã de 2006, e ainda que Buffon e Pirlo pudessem jogar em todas as partidas, o time continuaria fraco e incapaz de endossar sua condição de campeão do mundo. Um mega-processo de renovação precisa ser feito no futebol e na seleção italiana. As más campanhas da Euro e da Copa das Confederações já apontavam esse problema.
Segue um mini resumo sobre oito seleções que estarão nas oitavas
Uruguai - O técnico Oscar Tabárez acertou a equipe do primeiro para o segundo jogo, mudando a formação para o 3-5-2 e escalando Forlan de armador. Deste ponto em diante, o Uruguai se revelou uma seleção forte e muito segura. Não teve medo de ir para cima do México no ultimo jogo, apesar de poder contar com o empate para sair líder de seu grupo. O emparelhamento dos jogos permitirá que chegue às semi-finais sem precisar encarar um adversário de maior tradição, o que deixa o caminho até os quatro grandes muito acessível.
México - Começou mal na estréia e foi se acertando aos poucos, mas deu chance de ser eliminado na última partida. Será zebra contra a Argentina, mas uma zebra indigesta, como sempre foi contra oponentes tradicionais. Ainda pode surpreender.
Argentina - Melhor campanha da copa até aqui, terá um teste ligeiramente mais difícil contra o México, seleção que conhece bem e que a conhece bem. Um repeteco das oitavas do ano passado, e, se vencer, pode repetir as quartas também contra a Alemanha, se esta passar. Mostrou-se um time muito forte ofensivamente, mas a solidez do sistema defensivo ainda é dúvida.
Coréia do Sul - Fez uma ótima partida contra a Grécia na estréia mas não repetiu as boas atuações nos dois jogos seguintes. Beneficiou-se da terrível pontaria dos nigerianos num embate em que soube atacar mas não soube defender. Ainda assim, pode-se dizer que evoluiu da última copa até aqui. 2002 foi sua melhor campanha, quando beneficiou-se por jogar em casa, mas, fora de sua terra, não tinha vencido entre 86 e 2006, ou seja, há sim uma evolução no futebol do país. Tem chance contra o Uruguai, mas não é favorita na partida.
Estados Unidos - O golzinho salvador de Donovan não só lhe garantiu sobrevida até as oitavas, mas o primeiro lugar da chave, tirando dos ingleses o gostinho de ter uma rota aparentemente menos turbulenta até a semi-final. É a melhor chance do selecionado yankee de estar entre os quatro grandes. Não é um dos bichos-papões da copa, mas tem um time aguerrido de vocações ofensivas, pelo menos quando diante de adversários do mesmo nível. Tem plenas condições de ser semi-finalista nessa copa.
Gana - Segundo melhor time africano do torneio, não caiu na arapuca em que foi parar a Costa do Marfim, mas seu grupo também não era fácil. Tem um time muito técnico que poderia chegar mais longe se soubesse construir melhor as jogadas de ataque e não perdesse tantos gols. Está menos violenta que em 2006, mais organizada e, pelo menos no papel, tem um time mais forte que os EUA. O problema é saber se será mais inteligente em campo.
Inglaterra - Fez duas más atuações na estréia, melhorou no terceiro jogo, mas perdeu a chance de fazer um resultado mais largo contra um adversário fraco que lhe permitiria ser primeira colocada do grupo, livrando-se de Alemanha e Argentina até a semi-final. O time sente falta dos lançamentos e cruzamentos de Bekham, e Rooney precisa desencantar para jogar mais a vontade no ataque. Dafoe deu mais vida ofensiva ao time.
Alemanha - Joachim Low deve ter xingado o céu e o inferno quando lhe chegou a notícia de que a Austrália batia a Sérvia por dois a zero. Ozil já havia feito um gol e não havia como voltar atrás, pois o primeiro lugar do grupo era certeza de um caminho menos pedregoso até as semi-finais. Diminuiu a marcha, uma vez que se sabia classificada pela derrota da Sérvia no outro jogo e parou de marcar Gana, pelo menos no meio-de-campo. Mas Gana também diminuiu o ímpeto e brincou de roleta-russa até o fim da partida, pois um golzinho da Sérvia a tiraria da copa. A grande atuação alemã da estréia contra os australianos não se repetiu no resto da primeira fase, onde mostrou-se uma equipe aplicada, mas pouco criativa, que repetia jogadas, dando jus às desconfianças que cercavam o time antes da copa começar. Está certo que a expulsão e subseqüente ausencia de Klose fizeram diferença. Contra Gana, exibiu alguma qualidade ofensiva e alguma fragilidade defensiva, que os africanos não souberam aproveitar.
Falo das outras seleções amanhã.
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