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Sunday, May 30, 2010

A vida depois de Lost - Parte I


Não sei se quem lê esse blog sabe que sou fã da série Lost, um dos maiores fenômenos da TV contemporânea. Seis temporadas, alguns fãs satisfeitos, outros meio aqui e meio ali e outros bem putos pela falta de resposta, alegando que os roteiristas apelaram para o lado emocional do espectador a fim de suavizar os buracos de roteiro que não poderiam resolver. Bom... não direi que fiquei completamente satisfeito. Gostei da série, detestei alguns detalhes e alguns pontos mal resolvidos, erros de roteiro, mas série americana é realmente complicada. Troca-se roteirista no meio, ator entra e sai, coloca-se idéias que instigam os espectadores e não se sabe o que fazer com elas depois, roteiro cresce demais e tem que ser resolvido em alguns poucos episódios que mal podem abarcar a complexidade e as espectativas da trama... Terminada a sexta temporada, pretendo tecer alguns comentários sobre a série e postar links, videos e textos com opinões de outros Lostmaníacos ou gente mais diretamente ligada ao programa. O episódio 1 de A vida depois de Lost chama atenção para um link do blog Melhores do Mundo, onde os caras lá debatem por uma hora sobre o que fez e o que não fez sentido no seriado. Vale a pena. Mal senti o tempo passar. Concordei com algumas das reflexões que fizeram e discordei de outras. Acho que algumas das respostas "perdidas" são decifráveis se analisarmos episódios anteriores da série, pois nem todas as respostas foram dadas de mão beijada. Para ouvir o podcast, basta acionar o video abaixo.


Friday, May 07, 2010

Heather Morris, a ovelha branca de Beyoncé



O video acima é uma cena do Seriado Glee, que estreou ainda esse ano e já conta com uma enorme legião de fãs. A série é uma espécie de High School Musical às avessas. Não uma paródia exatamente, embora tenha lá seus momentos cômicos e meio surreais. A série em si difere em muitos pontos das tradicionais séries escolares-adolescentes, e lida de forma ligeiramente distinta com aqueles velhos sistemas hierárquicos juvenis de popularidade que todo espectador brasileiro, bem ou mal, já conhece.



Mas esse post não é sobre a série. É sobre a atriz e dançarina aí da foto, Heather Morris, cujo personagem, uma cheerleader chamada Britanny Woods, funciona como sidekick da antes vilã e atual "nem tanto" Quinn Fabray, e ainda carece de participações mais constantes no programa, visto que faz parte do segundo time, o que seria um pouco mais que elenco de apoio. Mas Morris já chamou atenção do público há muito tempo, e um de seus pontos altos na série foi a participação do vídeo, em que, ao lado de Chris Colfer (Kurt) e Jenna Ushkowitz (Tina), faz uma das dançarinas de Beyonce numa performance de Single Ladies.

O que muitos fãs de Glee não sabem é que a escolha de Morris para o trecho em questão não teve nada de casual. Antes de ser atriz, a loirinha posuda era dançarina e trabalhou para Beyoncé justamente nessa música. Morris gravou várias apresentações ao lado da diva em shows notórios como o Saturday Night Live por exemplo, mas não estava satisfeita com a carreira de dançarina e quis arriscar novos ares. Deixou o staff de bailarinos onde receberia altos cachês numa turné mundial com Beyoncé e arriscou tudo na carreira de atriz. Lembremos que nesse ponto ela não havia assinado com o elenco de Glee e nenhum outro. Apenas pagava um curso de teatro.

O youtube é cheio de apresentações de Single Ladies em que a loirinha dá o ar de sua graça. Um dos melhores vídeos existentes é esse aí de baixo.

Thursday, August 20, 2009

Geração GI JOE



Se você foi garoto nos anos 80, antes dos videogames e da realidade virtual se sofisticarem a ponto de poder substituir o papel de um brinquedo no imaginário criativo de uma criança ou pré-adolescente (afinal de contas, muitos hoje preferem "simular" futebol em um Pró-evolution Soccer do que em um jogo de botão ou brincar de piloto em um F1 GP 4 a uma pista de autorama), existe uma grande possibilidade de já ter brincado de Comandos em Ação e acompanhado o desenho meia-boca que servia de sustentação publicitária aos bonecos.

Não, não vou gastar parágrafos explicando o que eram esses comandos em ação, que começaram com 30 cm de altura (quando eram chamados Falcon por aqui), e depois ficaram pequenininhos em função da crise do petróleo, ganhando o novo nome. Nos states, foram sempre os "soldados João", ou GI JOE. Mesmo a galera mais nova deve saber do que se trata e, se não, a Wikipedia está aí para isso.



Bom... para mim e muitos moleques da época, os Comandos eram uma brincadeira deliciosa, uma lavagem cerebral belicista muito bem elaborada que pegava a garotada de jeito. Tá certo que muitos de nós já praticavam guerra com armas de plástico, aviões revel e até com os aparentemente pacíficos playmobils, que também disparavam seus rifles, revólveres e canhões. Mas eles não eram páreos para a especificidade, as articulações, o realismo de detalhes e a versatilidade bélica dos GI JOEs. Quando o négócio era guerra moderna, não tinha para nenhum outro boneco.

Hoje, essa galera tem mais de trinta, e há também os mais novos que pegaram os JOEs dos anos noventa, com bem mais personagens, equipamentos e veículos disponíveis. Antes, quem não tinha amigo que ia para os states e não podia importar boneco, improvisava para ter seus Destros, Dukes e Comandante Cobras. Eu mesmo pintei uma Scarlet para virar Baronesa. Vintões, trintões e até quarentões da era Falcon lembram com saudade dos pequenos filmes de guerras que faziam em seus lares, dos mil e um desfechos possíveis para qualquer história, e hoje falam com amor e orgulho dos bonecos que guardaram, venderam, deram ou jogaram na lata do lixo.



Tais personagens ainda existem, os bonequinhos evoluíram para formas mais delgadas e Hasbro e Marvel não pararam de explorar seu filão, que teve novas séries na TV e nos quadrinhos, além de reunir uma convenção anual de aficionados e gerar um filme, sim, um filme, como muitos de nós queríamos há tanto tempo, aliás, talvez não exatamente como muitos de nós queríamos. Décadas passaram, e o cinema high tech videogame se apropriou de nossos queridos personagens, para a tristeza de muitos e alegria de alguns.



Não vi esse filme ainda, e pressinto que detestarei, mas a quem odiou ou odiará o longa-metragem (e a quem gostou), uma notícia agradável. Ano passado, o Adult Swin do Cartoon Network lançou uma pequena série de websódios chamada GI JOE Resolute, talvez uma tentativa de reativar os personagens como feito em He-Man, que teve uma série nova no canal. Infelizmente, esses novos JOEs só conseguiram a websérie, que não chega a ser uma Brastemp também, mas é divertida e conta com armas de fogo de verdade em vez de Lasers, morte de personagens conhecidos e nada de gritinhos "Yo JOE" e "Cobra" (ui!) antes das batalhas. Tivesse seguido como série televisiva, angariaria aprovação de muitos fãs da linha antiga e do desenho antigo, e também gente nova. Para quem ainda não viu, vale a pena conferir os 11 websódios no youtube (assista ao primeiro aqui). Não é a oitava maravilha do mundo, mas vale a pena para quem é ou foi fã dos personagens.



Há também um clipe divertido feito pelo pessoal do Funny or Die, com a presença de atores conhecidos, como Vinnie Jones e Julianne Moore, a Balada GI JOE, que mostra como alguns daqueles famosos personagens seguem com a vida após tantos anos dedicado à combater a organização Cobra.



E além de clipes e afins, a net oferece sites dedicados à série, com
guias dos personagens e dos bonecos e veículos lançado em cada ano desde 82, quando os JOEs ficaram pequenininhos e mais versáteis, até os dias atuais.

Uma curiosidade: Os GI JOEs brancos vendidos nos EUA tinham um tom de pele nitidamente mais claro do que os que eram vendidos aqui. Eu nunca tinha notado isso até ganhar um boneco americano, o Ace, e perceber que ele tinha a pele bem branca e que todos os JOEs americanos brancos eram assim. Os comandos daqui eram mais bronzeados.



Tuesday, September 23, 2008

Tina Fey interpreta Sarah Palin



Desde o primeiro anúncio de Sarah Palin como postulante à vice-presidência dos Estados Unidos, estava escrito na mente de todos o nome da atriz que deveria parodiá-la no famoso Saturday Night Live. Tina Fey, uma das maiores comediantes americanas da atualidade, já estava fora do elenco regular do programa, mas foi chamada de volta a um papel que não poderia ser dado a outra pessoa. A nova temporada do Saturday Night Live estreou essa semana e com o pé direito: um pronunciamento conjunto de Sarah Palin e Hillary Clinton, interpretadas respectivamente por Tina Fey e Amy Pouhler.

Thursday, February 21, 2008

Fama com cara de mico



Houve um tempo em que não existia youtube, a maioria das pessoas não falava inglês e nossos embaraços públicos tendiam a ser conhecidos apenas localmente, raras exceções, ou seja, um "filme queimado" poderia ser restaurado, tão logo o humilhado mudasse de bairro, colégio, cidade, estado, ou, em casos extremos, de país. Viabilizar a profecia de Warholl dos 15 minutos de fama não foi a única conquista propiciada pela evolução tecnológica recente. A contrapartida deste feito foi justamente potencializar nossos micos a dimensões globais. Hoje, três minutos de deslize na frente de um celular podem aniquilar uma reputação para sempre, e via satélite. Se tal embaraço ocorre num programa de TV então, o desastre é quase certo, e 15 minutos de fama viram uma vida de pesadelo.

Quem sonha em embarcar na onda da fama instantânea que Reality shows e exibições youtubianas viabilizam, deve pensar bem, porque o tiro pode sair pela culatra. Big Brothers e American Idols funcionam como um pacto com o diabo onde mundos de sonhos são oferecidos pela bagatela de uma alma, uma reputação. Para muitos, um trato justo pelo qual vale a pena arriscar-se e perder-se. Para os menos preparados, um jogo perigoso que em vez de escancarar portas, pode selar oportunidades por anos.



O mundo da fama e glória televisiva foi sempre assim? Claro. Mas antes os acessos eram mais restritos, difíceis, demorados e para pessoas com um mínimo de preparo. O que rolava de ruim nos shows de calouros de ontem não se compara com o absurdo dos American Idols de hoje, até porque, diferentemente de seus antecessores, o foco dos programas atuais não está em revelar talentos, como se supõe, mas em expor a falta deles, elevar mundanismo e mediocridade à condição de excelência, subverter relações de valor e gerar entretenimento pelo caminho inverso ao do talento e do mérito, divertindo pela vergonha da incapacidade, pela humilhação, embaraço e "saia justa". A maior parte dos aprovados não se revela vencedora, mas meros sobreviventes, gente que só escapou da sina do mico. Em suma, sua aprovação não "abriu portas", não os levou a "algum lugar"; só os poupou da armadilha. Pior que isso é ver tantos entrando nessa canoa sem perceber o engodo, despreparados para as verdades do trato. "American Idol" e "O Aprendiz" atraem público pelo que geram de pérfido, e a busca do talento é só uma desculpa, já que o espectador quer ver sangue, ver Simon destroçar a inocência de um coitado ou Trump aniquilar um ego em nome da sagrada eficiencia corporativa. Quem assiste esses shows não deseja presenciar sonhos se realizando, mas se destroçando, aliviar a dor própria com a alheia, ver seu cotidiano de desilusão refletido e ampliado em "heróis-consolo"; sentir-se menos triste por "pelo menos" não ser aquele pobre coitado que se fudeu na telinha.



Dias atrás, um garoto alemão de dezessete anos imaginou que podia testar suas aptidões num programa cópia de "American Idol" exibido em seu país, que conta inclusive com uma versão "Hans" do famigerado Simon. O moleque, que não tinha talento algum mas contava com o apoio do pai, estava nervoso e decerto não esperava que sua chance ao estrelato fosse virar a sina de uma vida. O mega-mico que pagou, além de render um colapso nervoso em rede nacional, custou também o respeito dos colegas na vizinhança e na escola, onde não pára de ser zoado desde então. E não lhe bastará mudar de colégio, de bairro, ou cidade. Seu único aliado talvez seja a memória curta que caracteriza boa parte do público televisivo atual. Seria ela curta o bastante? E quem viu o mico de tabela? Esquecerá também?

Se você sonha em fazer um pacto de popularidade com Mephistópheles, fique atento às entrelinhas, ou acabará enrolado nelas, talvez para sempre.

Abaixo, o famigerado episódio alemão de "Ídolos", estrelando Raymund Ringele e sua antológica perfomance, antes e depois do veredito dos jurados.



Se por acaso você não entende as legendas em inglês, não se preocupe. Certos vexames dispensam palavras.

Saturday, January 12, 2008

Jerry Seinfeld perde a linha com Larry King



Para quem não sabe, Jerry Seinfeld é um comediante novaiorquino de "Stand Up" que criou e protagonizou o "sitcom" de maior sucesso na história da TV americana, tornando-se milionário e mundialmente conhecido. Sua série durou nove anos e só saiu do ar porque o ator quis encerrá-la durante o ápice, em 1998, antes que sua fórmula se deteriorasse, o que poderia prejudicar seu legado no futuro. Passados quase dez anos desde então, Seinfeld continuou trabalhando no palco com "stand-up" mas pouco fez para a TV e o cinema e, por isso, sua aura de superstar sofreu um natural desgaste, desgaste este, aliás, nem sempre bem assimilado por quem se acostumou a estar no topo do mundo e da consciencia das pessoas.

Em entrevista recente ao "Talk Show" de Larry King, Seinfeld mostrou-se extremamente ofendido ao perceber que Larry tinha dúvidas sobre seu programa ter sido ou não cancelado pela NBC. Meses após o vexame antológico do colega Michael Richards, foi a vez de Jerry Seinfeld mostrar que humildade, espírito esportivo e serenidade para lidar com o "pós-fama" não são seu forte.

Segue então um trecho da entrevista original, cujo foco seria o filme "Bee movie", do qual Jerry participa como protagonista. A tradução para o português das falas de Larry e Seinfeld vem logo abaixo do vídeo, acompanhadas de pequenas descrições e comentários entre parênteses. Perdoem-me por qualquer falha com uma palavrinha ou outra. Todas as falas e frases relevantes da entrevista estão traduzidas na íntegra.



Larry King - Durou quanto (referindo-se ao tempo de duração da série Seinfeld enquanto esteve no ar)?

Jerry Seinfeld - 9 anos, 180 episódios.

Larry - Você desistiu, certo?

Jerry - Desisti.

Larry (falando de modo hesitante) - Eles não te cancelaram... Você os cancelou...

Jerry (com ar de resignação e surpresa depois de fazer uma pausa indignada) - Você não sabia disso?


Larry - Não. Eu estou lhe perguntando.

Jerry - Acha que eu fui cancelado? Você está sob a impressão de que eu fui cancelado?

Larry - Eu, tipo... por acaso te magoei, Jerry?

Jerry - Eu pensei que isso estivesse muito bem documentado... isso... Isso aqui ainda é a CNN?

(Pequeno corte)

Jerry - Eu era o show NÚMERO 1 da televisão, Larry!

Larry - Você sempre...?

Jerry - VOCÊ SABE QUEM EU SOU??? (risos amarelos)

Larry (dá uma risada embaraçosa) - Judeu! Brooklyn!

Jerry - Sim!

Larry - Ok!

Jerry (enfatizando) - 75 milhões de espectadores! Último episódio!

Larry - Ok! Ei! Não fique tão ofendido!

Jerry - Ma... Mas existe uma grande diferença entre ser cancelado e ser o número um.

Larry (já perdendo a linha) - Ok! Me desculpe!

(Jerry ri sarcasticamente)

Larry (dirigindo-se ao público) - Voltaremos em seguida...

Jerry - por Deus...!

Larry - "Bee Movie" estréia...


(Jerry, ainda resignado, volta a rir, interrompendo Larry)

Larry - "Bee Movie" estréia...

Jerry - Alguém poderia arrumar um currículo aqui para mim?

Larry - "Bee Movie" estréia amanhã.

Jerry - Para que o Larry possa dar uma olhada?

Larry (que chama a atenção de Seinfeld, mas de modo educado) - Ei! Ops! Psiu! Voltamos em seguida!




Alguns ótimos comentários (em inglês) sobre Seinfeld e a polêmica entrevista, você encontra neste vídeo extraído de outro programa.

Há também quem considere tudo isso uma grande farsa para promover o filme. Será? Tudo é possível e "válido" na guerra do showbizz.


Friday, October 26, 2007

Um aviso e uma "pérola"

Quem acompanha este blog sabe que, de setembro para cá, as atualizações voltaram a ser constantes, média de um ou dois posts por semana, o que aumentou bastante o número de visitas.
Infelizmente, nem sempre meu tempo livre permite redigir textos para este site, e, pelo menos até a primeira semana de novembro, estarei ocupado com duas atividades, sendo uma delas ajudar na montagem de um site para escritores: uma pequena revista literária que, em breve, será anunciada aqui.

O "Notícias do front" não está em recesso até o próximo mês. Só deixo este aviso aqui para que se, caso nenhum post novo apareça nos próximos sete dias, ninguém pense que a página foi abandonada.

Sei também que muitos de vocês visitantes curtem a Série Seinfeld, não mais em produção, e, pelo menos para mim, o melhor Sitcom na história da TV americana. Vejam se conseguem lembrar um episódio em que Elaine Benes (Julia Lewis Dreyfuss) discute com o pai de George Constanza e os dois partem para a porrada. Na cena em questão, a ex-namorada de Seinfeld mostra-se séria, altiva, sarcástica e pedante como de costume, insultando George e depois o pai, que então perde as estribeiras, parte para a briga e apanha da moça. Tendo assistido à seqüência, fica difícil imaginar o que realmente aconteceu durante as filmagens.

Confira:




Tuesday, September 11, 2007

Boondocks sim, mas em espanhol???



Meu horário preferido do canal Sony é o de terça a noite, com as produções politicamente incorretas, onde rola até palavrão.

Dos cinco seriados exibidos na seção, apenas dois realmente me agradam. Um é
The IT Crowd, do qual pretendo falar mais neste blog. O outro é The Boondocks, uma série animada (a única da emissora) derivada de uma tirinha de HQ.

The Boondocks se passa num subúrbio classe média de Chicago onde dois garotos negros de personalidades diferentes passam a morar com o avô e precisam se adaptar às regras locais.

Desta relação entre protagonistas e demais personagens, os autores fazem paralelos com a sociedade americana, tocando em temas delicados, muitos deles relacionados à comunidade "afro-americana", sua interação consigo e com o resto do país.

The Boondocks é polêmico, provocativo, mas muito inteligente, reflexivo e engraçado. Segue uma linha mais ácida que a dos Simpsons, mas que não renega uma certa positividade, uma certa esperança por trás de todo o sarcasmo, ironia e iconoclastia inerente às situações.

Seus dois protagonistas mirins são quase que lados opostos de um mesmo sujeito social. Huey Freeman, que também narra os episódios, faz um estilo Lisa Simpson politicamente engajado, militante, inteligente e muitas vezes sozinho ante a insensatez de quem o cerca. Seu irmão mais novo Riley também é inteligente, mas muito sunceptivel aos modismos da midia e dos colegas. Ele representa a juventude negra que se perde nos cânones da mídia estereotipante.




Bom... gostaria até de ir mais fundo em minha análise sobre o "cartoon". Talvez faça isso em outro post. Hoje prefiro externar minha revolta com o canal Sony, que, por algum motivo estupidamente incompreensível, resolveu exibir Boondocks dublado em espanhol. No ínício, achei que alguém havia se enganado nos aparelhos e colocado a cópia errada para rodar, afinal, um comercial de minutos antes exibira cenas do mesmo episódio dubladas em português (como comumente ocorre ). Hoje, duas semanas depois, ligo a TV de novo e lá está um novo episódio em espanhol. O que foi? O cara se enganou de novo? A sony brigou com os dubladores brasileiros? Alguém lá dentro acha que Brasil, Argentina, México e Porto Rico é tudo a mesma bosta, que todo latino fala espanhol, e que se não fala, vai passar a falar?

Bom... amanhã estarei mandando um e-mail revoltado para eles


Se você ainda não conhece o desenho e está curioso, ele passa no Canal Sony Entertainment às terças-feiras às 21:30 e quartas às 1:30 da madruga.

Abaixo, um episódio completo do seriado em inglês. A qualidade da imagem é boa.



Até breve!!!




Tuesday, August 28, 2007

Pérolas do youtube (1) - Chad Vader e Troops



Está aberta neste blog a sessão "Pérolas do youtube". Além dos artigos já conhecidos, e que, prometo, tornar-se-ão mais freqüentes a partir de hoje (estive um pouco ocupado nos últimos dias), "notícias do front" pretende desbravar esta nova maravilha da net atrás de raridades, cenas antológicas, e novos talentos que têm hoje uma poderosa ferramenta para mostrar seus trabalhos.

Começaremos com duas paródias de Star Wars. A primeira é uma deliciosa série onde o protagonista é um gerente de supermercado de nome Chad Vader. Trata-se do irmão caçula de Darth Vader, que infelizmente não ostenta a fama ou prestígio deste último. Imagine Darth (ou melhor, Chad) Vader com seu uniforme high-tech típico, máscara, voz e trejeitos costumeiramente sombrios, trabalhando como gerente diúrno num supermercado abarrotado de figuras estranhas, ou marcando um jantar com a bela moça da caixa- registradora.
Trabalho altamente criativo que já rendeu aos autores aparições em renomadas revistas dos Estados Unidos. Vale à pena conferir, e com legendas. O link abaixo é para a primeira de 8 partes da primeira temporada.






A segunda pérola é uma dupla paródia. Os autores fazem uma versão "star wars" da famosa série cops, substituindo os patrulheiros uniformizados por Stormtroopers do império. A qualidade do material e as interpretações são muito boas, com direito a efeitos especiais e "revelações bombásticas" sobre personagens da série original. Também legendado. Vale à pena conferir.




Até daqui a pouco.

Thursday, March 17, 2005

Sim, voltamos! Pode chorar!

Levou tempo... muuuuuito tempo! Infindáveis negociações contratuais, dissidencias ideológicas, "brainstorms" diluvianos, pesquisas exaustivas, mas o dia chegou. Milhões de pedidos desesperados não poderiam ser ignorados, portanto, NOTICIAS DO FRONT faz enfim seu retono aos lares cibernéticos em sua terceira versão. (A segunda só teve 2 posts, eu sei)

Porfim, decidi abrir esse espaço com comentários sobre a sessão "cyber movie" inaugurada pelo Telecine Premium há alguns dias. Nela, filmes são exibidos com legendas em português de internet, permitindo ao espectador verdadeiros deleites de transgressão linguística, inovações ousadas que arrebatarão o português do novo milênio, encarnando-se em frases como "Vc é o loko da pizza?" (engraçado como "pizza" internauta nunca erra) ou "Axa que vai ganhar?", seguido de "O que vc axa?" Parece que a estratégia do Telecine é captar um público "teen" (ou seria "tim"?) que prefere usufruir horas de internet ou celular em "papos cabeça de bagre" a assistir televisão (decerto por este veículo midiático ter uma linguagem complexíssima e incompreensível demais para seus pobres intelectos em desenvolvimento). Portanto, em vez de buscar esforços para reintroduzir o aborrecente ao mundo dos homens, nossos experts de entretenimento e informação preferem adaptar a civilização ao macaco, transformando edifícios em árvores. Se a TV já era ruim antes, imagine como ficará depois!

Há, claro, quem defenda essa idéia além dos destinatários "Mc Donaldianos" em voga. O poeta Lêdo Ivo, membro da academia brasileira de letras, considera este apenas parte de um fenomeno natural que já se realiza, onde a linguagem será (ou está sendo) novamente reiventada, como sempre aconteceu.

Talvez eu já tenha virado um velho ranzinza, caquético e conservador quando considero isso tudo um absurdo, um passo gigante de uma mega-conspiração mercadológica mundial que pretende acabar com o sentido das coisas na cabeça das pessoas e criar vacas consumidoras cada vez mais dóceis, capazes apenas de "revolucionar" dentro de contextos pré-programados.

Bom... pelo menos não tenho esse "Telecine" aqui.

A mensagem acima foi feita com base em informações divulgadas pelo Jornal O GLOBO de 22/03/05, mas pesquisando pela net também encontrei um blog abordando o assunto. Quem quiser consultar, clicar em:

http://www.gardenal.org/inagaki/archives/2005/03/cyber_movie_o_d.html


Até daqui a pouco!