
Enquanto o resto do mundo reza para que Barack Obama crave um fim na era Bush e devolva um pouco de sensatez à Casa Branca, há uma parte significativa do povo americano unindo forças para perpetuar o absurdo de suas já conhecidas crenças e, conseqüentemente, seu estilo de vida. Gente que vê nos Estados Unidos da América o guardião mundial dos bons princípios do planeta e o direito de dirigir e explorar povos que mal conhecem e dos quais dependem a fim de manter sua redoma artificial de débito, consumismo, corporocracia, isolamento, poluição e ignorância, hoje em crise ante os olhos da política e economia mundial. Para tantos entre nós parece absurdo que, no evidente fracasso do mandato de George W. Bush, John McCain ainda consiga se manter empatado com Obama nas pesquisas.
Lembremos que Sarah será vice de um homem de 72 anos, com várias reincidências de câncer e um histórico médico que, nos últimos 8 anos, ultrapassa as 250 páginas.
A leitores curiosos sobre quem seriam ou como pensam esses republicanos comuns (e incomuns) que pouco aparecem na MTV, um artigo interessante. A revista Le Monde Diplomatique publicou em fevereiro uma matéria sobre um cruzeiro realizado para assinantes da National Review, bíblia do conservacionismo americano. O jornalista inglês Johann Har penetrou a "nau dos reaças" para analisar o perfil de seus viajantes; o que eles dizem quando longe de "ouvidos indiscretos". A matéria é de tirar o chapéu.
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